Porta-bandeira cadeirante se aperfeiçoa na Escola de Manoel Dionísio

Porta-bandeira cadeirante se aperfeiçoa na Escola de Manoel Dionísio
Foto: Denis Raphael / Divulgação.

O Carnaval está repleta de histórias de superação. O tema virou, inclusive, enredo da Acadêmicos do Grande Rio em 2012. Lú Rufino é mais um grande exemplo de que o ser humano sabe ir além do que muitas pessoas acreditam ser nossos limites. Ela teve paralisia infantil aos oito meses, precisando de muletas e bengalas para se locomover, e há três anos perdeu a mobilidade das pernas em virtude de um problema na coluna. Isto, porém, não a impediu de virar porta-bandeira.

Lú Rufino conta que o que pareceu agravar seu quadro a trouxe mais felicidade. “Como eu andava com bengalas, eu não conseguia dançar. Ficar cadeirante foi um presente de Deus na minha vida. Ao invés de me deprimir, fui fazer o que sempre amei.”

Lú Rufino recebe o carinho de Manoel Dionísio e do Síndico da Passarela, José Carlos Machine. Foto: Divulgação.

Tudo começou em 2015, quando foi convidada para desfilar na Império da Zona Oeste, na Estrada Intendente Magalhães. A escola apresentou um enredo sobre o preconceito e, já no ano de estreia, conquistou o troféu Samba na Veia. Logo houve um segundo chamado: ser a porta-bandeira da Embaixadores da Alegria – primeira escola de samba voltada para pessoas com necessidades especiais – nas Paraolimpíadas de 2016. No último Carnaval, ainda desfilou na Unidos de Cosmos, Unidos do Cabuçu e na Estrelinha da Mocidade.

Ao lado do mestre-sala e coreógrafo Lincoln Pereira, a porta-bandeira procura se aperfeiçoar em aulas particulares com o Síndico da Passarela, José Carlos Machine. Todos os sábados frequenta a Escola de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Manoel Dionísio. “Quero aprender toda a parte técnica. Não quero que as pessoas me aplaudam só porque sou deficiente. Quero qualidade nas minhas apresentações.”

Formada em Pedagogia, com pós-graduação em Psicopedagogia, Lú Rufino está se formando em Direito. Manoel Dionísio afirma que ela é uma referência para os alunos da Escola. “Ela é um exemplo de vida. E é muito bom tê-la conosco.”  Aplicada, a aluna é pontual e muito dedicada. “Eu sinto que eu realmente faço parte de um projeto, me sinto incluída, é bom demais.”

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