Portela divulga sinopse do enredo para o Carnaval 2018

Portela divulga sinopse do enredo para o Carnaval 2018

Foto: Cris Gomes.

A Portela divulgou nesta quarta-feira, 14 de junho, a sinopse do enredo De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá, que a azul e branco levará para a Sapucaí no próximo ano. O tema é de autoria da carnavalesca Rosa Magalhães.

Sinopse

De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá

Por Rosa Magalhães

II

Minha gente, se prepare

Que essa história vale a pena

Tome assento, se acomode

E vejam que entra em cena

E quem sai, onde se passa

Onde termina, ou começa

De onde vem ou se destina

III

E por mais que cause espanto

Os fatos que ora apresento

Quem achar que isto é mentira

Que vá ao Google e confira

Verifique e ela atento

Pois se ficou no passado

Não foi menos registrado

IV

E assim já lhes adianto

Que tem a ver com exílio

Mudança de domicílio

Com fuga e logo e portanto

Com saudade do lar distante

Vida incerta de imigrante

Mas esperança no horizonte

V

Pra Pernambuco formosa

Rica de açúcar e gente doce

Holandeses cobiçosos

Chegaram como se fosse

Sua própria casa ocupar

Abrindo porta e porteira

Pra quem quisesse trabalhar

VI

De Portugal perseguidos

Judeus lá foram aportar

Fugindo da inquisição

Que lhes proibia praticar

No país sua religião

Deixaram tudo pra trás

Pra poder viver em paz

VII

Anos e anos depois

Portugal reconquistou

A linda terra nordestina

E sem dó logo expulsou

Os judeus de triste sina

Que se dividiram em três

E de lá partiram de vez

VIII

Uns seguiram pra Holanda

Sonhando com o amanhã

Outros foram pro Caribe

Mais perto, tentar a sorte

Outros pra nova Amsterdã

Lá na América do Norte

– E quase encontraram a morte

IX

Esses últimos, coitados

Pelo meio do caminho

Foram cruelmente atacados

´Cê nem imagina por quem:

Um navio de piratas

Do Caribe cobrando prata

E ouro pra tudo acabar bem

X

Muitos anos se passaram

Os ingleses conquistaram

Aquela terra e o povoado

De judeus e brasileiros

Ganhou nome venerando

Famoso no mundo inteiro:

Noviórque, é isso mesmo

XI

Que você tava pensando

E quando, muito mais tarde

A França deu de presente

A Estátua da Liberdade

Em seu pedestal foi gravado

Um poema da descendente

De um daqueles imigrantes

Vindos do Brasil no passado

XII

No poema, tão bonito

É como se a estátua falasse

Com os exilados aflitos

Sofridos, refugiados

E a sua chama os guiasse

Com generosa bondade

Para o belo portão dourado

Da paz e da liberdade

 

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