Unidos das Vargens apresenta sinopse em encontro com compositores

Unidos das Vargens apresenta sinopse em encontro com compositores
Foto: Diego V. Lopes / Divulgação.

A Unidos das Vargens apresentou esta semana a sinopse do enredo Na semente de Oxum e Odé… O equilíbrio, a paz e a beleza do amor. A divulgação aconteceu em encontro entre a ala de compositores e alguns segmentos da escola na Associação de Moradores e Amigos de Vargem Grande e também serviu para que o carnavalesco Lane Santana lesse o texto e iniciasse o processo de tira dúvidas com os poetas.

Sinopse

Na semente de Oxum e Odé… O equilibrio, a paz e a beleza do amor

A  sudoeste da Nigéria, no continente Africano se localiza o rio Osun, lá está o palácio de Oxum.

Por toda a vastidão do mundo onde correr água a Deusa da beleza, da riqueza, do amor e da fertilidade se faz presente, pois nas águas doces está o seu reinado.

Ora yê yê ô!

Mamãe oxum sempre formosa, soberana e majestosa, enfeitada com seus adornos e trazendo a mão seu abebé, abençoa os ventres maternos nutrindo a vida na Terra.

A seu respeito existem muitas histórias. Uma delas nos conta que:

“No início dos tempos, cada orixá dominava um elemento da natureza, não permitindo que nada, nem ninguém o invadisse.

Guardavam sua sabedoria como a um tesouro.

É nesse contexto que vivia a mãe das águas doces, Oxum, e o grande caçador Odé.

Esses dois orixás constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos.

Odé ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentava e transbordava de seus recipientes naturais fazendo alagar toda a floresta.

Oxum argumentava junto a ele que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorun.

Odé não lhe dava ouvidos dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação.

Olorun resolveu intervir nessa guerra separando bruscamente esses reinados para tentar apaziguá-los.

A floresta de Odé logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas.

A vegetação, que era exuberante começou a secar, pois a terra não era mais fértil.

Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber. A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras.

Odé não se desesperou achando que poderia encontrar alimento em outro lugar.

Oxum, por sua vez, sentia-se muito só sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la.

Odé andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum.

Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador.

A floresta estava morrendo e ele nada podia fazer.

Desesperado, foi até Olorun pedir ajuda para salvar seu reinado que estava definhando.

O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta d’água estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra.

A única salvação era a reconciliação…

Odé, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxum propondo a ela uma trégua. Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa.

Oxum queria que Odé se desculpasse reconhecendo suas qualidades. Ele, então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorun.

Dessa união nasceu um novo orixá, um orixá príncipe, Logunedé, que iria consolidar esse casamento bem como abrandar os ímpetos de seus pais.

Logunedé sempre ficou entre os dois, fixando-se nas margens das águas onde havia uma vegetação abundante. Sua intervenção era importante para evitar as cheias bem como a estiagem prolongada.

Ele procurava manter o equilíbrio da natureza, agindo sempre da melhor maneira para estabelecer a paz e a fertilidade. ”

Com inspiração nesta história, a Unidos das Vargens vem exaltar a beleza que existe na humildade, no perdão e na união. A beleza da natureza, suas matas, das águas que resplandecem tanto sob a luz do sol como a luz do luar, das nascentes, rios, riachos, cascatas e cachoeiras. A beleza do encontro entre o rio e o mar. A exuberância resplandecente da alma feminina, intuitiva, que cativa e agrada que encanta e apaixona. A beleza da vida, da fertilidade, da maternidade. A beleza do amor.

Amor que movimenta o universo.

Curta facebook.com.br/revistacarnaval.
Siga twitter.com/revistacarnaval.
Acesse instagram.com/revistacarnaval.
Inscreva-se em nosso canal no YouTube.

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*