Museu do Samba grava mais dois depoimentos de feras do Carnaval

Selo sobre o centenário do samba será lançado em evento no Museu do Samba
Foto: Diego Mendes / Carnaval.

Uma nova edição do projeto Memória das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro acontecerá neste sábado, 12 de agosto, no Museu do Samba, quando serão lembradas histórias inesquecíveis vividas no Carnaval carioca por grandes nomes das escolas de samba. Desta vez os convidados são a dançarina Mary Marinho, do Salgueiro, que grava depoimento às 10h, e Raul Cuquejo, diretor de harmonia da Imperatriz Leopoldinense, que faz seu registro às 13h.

Mary era uma das lendárias “irmãs Marinho”, trio de dançarinas (formado ainda por Norma e Olívia) que marcou os desfiles da vermelho e branco da Tijuca nas décadas de 1960 e 1970, sempre aguardadas e saudadas com euforia pelo público. Já Raul é um dos poucos homens que comandam uma ala de baianas nas escolas do Grupo Especial, sendo, há 24 anos, responsável pela harmonia das “tias” da Imperatriz Leopoldinense. Um dos fundadores do tradicional bloco Bonecas Deslumbradas de Olaria, ele também tem intensa participação no Carnaval de rua da cidade.

Feitas em vídeo, as gravações são abertas ao público, que pode se inscrever gratuitamente pelo e-mail contato@museudosamba.org.br. O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ/Favela Criativa, a iniciativa tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.

Grandes nomes

Em 2017, o projeto Memória das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro já registrou entrevistas com sambistas como Ito Melodia, intérprete da União da Ilha do Governador, a cantora Leci Brandão, Nãnãna, primeira rainha de bateria da história da Mangueira, Estandília, porta-bandeira do Salgueiro, e o intérprete Rico Medeiros. Ainda esse ano, um total de dez personalidades do mundo do samba farãos registros para o acervo do Museu, que já conta com mais de 100 depoimentos em vídeo de sambistas cujas histórias têm sido determinantes para a valorização, preservação e difusão do samba e da cultura das escolas de samba do Rio de Janeiro. Todas as gravações estão disponíveis para consulta do público e têm sido fonte para pesquisadores, acadêmicos, jornalistas e escritores.

O Museu do Samba fica na Rua Visconde de Niterói, nº 1.296, na Mangueira, Zona Norte do Rio. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 3234-5777.

Serviço

Museu do Samba

Gravação para o projeto Memória das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, com Mary Marinho e Raul Cuquejo.

Data: Sábado, 12 de agosto.

Horário: 10h – Mary Marinho; 13h – Raul Cuquejo.

Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1.296, Mangueira.

Entrada: Gratuita.

Inscrições: contato@museudosamba.org.br.

Informações: (21) 3234-5777.

Classificação: Livre.

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