7 de agosto de 2026
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Pega no Samba celebra a força capixaba com enredo que resgata raízes

A Pega no Samba chega ao seu segundo desfile no Grupo Especial capixaba com a responsabilidade de gritar para a avenida aquilo que pulsa nas veias de quem nasce em terras que são pequenas no mapa mas gigantes em tradição. O enredo Pocar: Orgulho de Ser Capixaba será o grito de identidade que a vermelha, azul e branca de Vitória levará para a noite de sábado, 30 de janeiro, quando abre os desfiles da elite.

Sob o olhar do carnavalesco Jorge Mayko, que segue pela terceira vez consecutiva no comando da escola, o desfile percorre uma viagem que começa nas terras formadas por mares, matas e montanhas. A agremiação honra a herança indígena que moldou o Espírito Santo, especialmente a influência dos botocudos e tupiniquins. É dessa raiz que brota o próprio termo capixaba, originário da palavra Kopi’xawa que significa roça ou terra limpa para plantação. Aqueles que cultivavam milho e mandioca nessas terras viraram capixabas, e o gentílico permaneceu como identidade de um povo.

A fé também ganha espaço no desfile. Nossa Senhora da Penha, padroeira do estado, será elevada na avenida junto ao espírito que move o Espírito Santo: o lema Trabalha e Confia. Desse compromisso com o trabalho nascem os pilares econômicos que sustentaram a história da região, do café ao petróleo, do braço que planta ao know-how que extrai riqueza do solo e do mar.

A Pega no Samba vem de um resultado apertado em 2026. Quando apresentou o enredo Okê Caboclo Sete Flechas, a escola terminou na penúltima colocação com 176,8 pontos, escapando do rebaixamento por apenas nove décimos. Agora, com a responsabilidade de honrar o estado que muitas vezes vive na sombra do Rio de Janeiro e da Bahia, a agremiação entra na avenida para provar que o Espírito Santo merece ser celebrado em seu próprio brilho.