Beija-Flor aposta em samba de qualidade para homenagear Dona Zeneida
A Beija-Flor chega para o Carnaval 2027 com um enredo que respira a identidade da escola. A história de Dona Zeneida Lima, última pajé marajoara, promete inspirar uma das mais qualificadas disputas de samba da temporada. O presidente Almir Reis e o diretor de carnaval Marco Marino confiam que os compositores da azul e branco extrairão o melhor dessa narrativa rica em resistência, reparação histórica e protagonismo feminino. A volta à Ilha de Marajó, cenário de um título em 1998, agora segue caminho completamente diferente, mergulhando na luta de Zeneida pela educação, contra o preconceito e pela proteção da natureza.
A disputa será mais enxuta este ano, com duas semanas a menos e escolha antecipada para o dia 10 de setembro. Marino reforça que a liberdade criativa dos compositores é fundamental para que o samba saia vibrante. A escola não cobra uma receita única, mas sim obras que dialoguem com a discografia e a forma como a comunidade nilopolitana gosta de se defender. Reconhecimento das mulheres, educação, preservação ambiental e as transgressões enfrentadas pela comunidade devem ecoar nos tambores do samba. A Beija-Flor segue seu DNA de luta e denúncia, agora cantando a força de uma mulher que nunca deixou de resistir.

