Diretor artístico da Mocidade leva o samba e a latinidade do Carnaval carioca à Austrália pelo segundo ano consecutivo
O samba da Mocidade Independente de Padre Miguel cruzou oceanos e ganhou novos passos em Adelaide, na Austrália. Durante duas semanas, George Louzada, diretor artístico da escola de samba, esteve no país para participar do Australian Samba Retreat, um evento de imersão na cultura afro-brasileira, dança, música e tradições do samba. Essa foi a segunda vez de George na Austrália, em 2025 ele também esteve no país a convite da Escola de Samba Sydney, onde passou um mês e meio percorrendo cinco cidades em um intercâmbio cultural.
No Australian Samba Retreat, George compartilhou conhecimentos sobre samba no pé, postura e a vivência do Carnaval carioca, levando ao público internacional um pouco da técnica, da história e da energia que fazem da maior festa popular do Brasil uma referência cultural no mundo.
Ao longo do período em Adelaide, George ministrou quatro workshops, realizou dois intensivos coreográficos de seis horas cada e ofereceu nove aulas privadas, alcançando mais de 200 alunos. Um dos destaques da experiência foi a criação de duas coreografias para grupos de 15 integrantes cada. Com ensaios diários de três horas, os participantes se prepararam para apresentações no fim de semana do evento, em performances que buscaram traduzir a sinergia, a expressividade e a força coletiva características do Carnaval carioca.
O trabalho coreográfico teve como trilha dois sambas da Mocidade
Independente de Padre Miguel: “Batuque ao Caçador”, samba-enredo de 2022, e “Latinamente Independente”, que embalará o desfile da escola em 2027. A escolha da obra mais recente teve um significado especial: além de difundir a identidade musical da verde e branca, a iniciativa levou à Austrália referências da latinidade sul-americana que norteiam o próximo desfile da agremiação. A experiência também se transformou em uma oportunidade de mostrar internacionalmente o samba que a Mocidade levará à Marquês de Sapucaí em 2027.
As apresentações tiveram ainda uma contribuição estética especial: todos os figurinos utilizados foram concebidos e criados pelo ateliê LS Carnaval, responsável por traduzir visualmente a proposta artística das performances.
“Levar o samba da Mocidade para outro país é levar nossa cultura, nossa identidade e a maneira como vivemos o Carnaval. Foi uma experiência muito intensa, de troca e aprendizado, em que pudemos compartilhar nossa técnica e, ao mesmo tempo, mostrar a força que existe quando música, dança e comunidade se encontram. Trabalhar com o samba de 2027 foi ainda mais especial, porque nos permitiu apresentar um pouco da latinidade sul-americana que estará no nosso próximo desfile”, finaliza George Louzada.
