28 de janeiro de 2026
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Samba que levanta o asfalto: Portela canta e cresce rumo ao Carnaval

Quando o sol ainda castigava a Estrada do Portela, a comunidade já chegava acesa, com o samba no peito e a alma pronta para cantar. A “Tabajara do Samba” não titubeou: desde a introdução — um partido-alto limpo e oficial, até o último refrão, a cadência insistiu forte, firme, provocando um canto coletivo que escancarou sentimento e entrega. Em pouco mais de uma hora de ensaio, cada verso ecoou como promessa, cada surdo bateu com convicção, e o samba-enredo de 2026 pulsou com o vigor que a azul e branca carrega há décadas.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira guiou a cabeça da escola com leveza e presença; os giros, os gestos de reverência ao pavilhão e o passo seguro imprimiram a esperança de que Madureira voltará a desfilar como quem carrega a coroa com honra. Sem comissão de frente dessa vez, a simplicidade trouxe verdade: a Portela não depende de artifícios para emocionar, depende de gente. E era gente cantando com o coração, unida, vibrante, confiante.

No fim, o sentimento era de pertencimento. Uma comunidade inteira avisava ao Rio e à Sapucaí: estamos vivos, estamos prontos. Essa Portela que respirou samba, suor e alma naquela rua prepara 2026 com fé, tradição e a certeza de que o pavilhão vai tremular como sempre, com força, dignidade e canto no peito.