17 de janeiro de 2026
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Sapucaí Sem Risco, Carnaval Sem Sustos

Um plano do Estado reforça regras e vistorias para que os camarotes funcionem com segurança total em 2026

A Marquês de Sapucaí é grande demais para caber na improvisação. E, quando se fala em camarotes, essa grandeza vira responsabilidade multiplicada: público, trabalhadores, estruturas temporárias e a pressão de tudo ficar pronto quase na hora. O plano de prevenção contra incêndio apresentado pelo Governo do Estado para o Carnaval 2026 nasce exatamente desse ponto de tensão entre espetáculo e segurança, trazendo um recado direto: não haverá liberação sem conformidade, e a vistoria final passa a ser o rito decisivo antes de qualquer porta abrir.

A fiscalização fica sob comando do Corpo de Bombeiros, por meio da Diretoria-Geral de Diversões Públicas, e a lógica é simples e severa: documentação completa, sistemas de prevenção funcionando e rotas de fuga sem nenhum obstáculo. A Sapucaí é fluxo, e a emergência exige fluxo perfeito. Por isso, o plano trata o caminho de saída como parte do espetáculo invisível que precisa estar impecável para que a festa exista em paz.

A novidade não está apenas no “cumprir norma”, mas na tentativa de amarrar controle e prevenção com mais rigor. Há exigências que reforçam a presença de profissionais dedicados à segurança durante todo o funcionamento, além de dispositivos básicos de prevenção, como extintores, sinalização e iluminação de emergência. Soma-se a isso uma camada moderna: catracas integradas a sistemas informatizados para ajudar no controle de acesso e na gestão de público, e reforço de proteção coletiva em áreas elevadas, como guarda-corpos, para reduzir riscos que não são apenas de fogo, mas também de quedas e exposição.

O coração do processo, porém, está no papel e na engenharia. O plano exige uma relação rígida de documentos, com identificação dos responsáveis, comprovação de posse ou uso do espaço, registros técnicos das estruturas e das instalações, além de plantas do evento. Também entram laudos específicos, incluindo itens como sistema de gás, ignifugação de materiais e validações técnicas dos equipamentos de combate a incêndio. E, para fechar o cerco com critério objetivo, a capacidade máxima de público passa a ser definida tecnicamente, com base na área útil e na largura das saídas de emergência, para garantir escoamento rápido se o imprevisto tentar entrar na avenida.