10 de abril de 2026
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No Salgueiro, o Carnaval de 2027 Já Começou no Segredo

André Vaz acelera o relógio, duas ideias disputam o futuro e o Torrão Amado já ensaia sua próxima explosão

O Salgueiro já vive aquele momento fascinante em que o próximo Carnaval existe antes mesmo do enredo ganhar nome. Nos bastidores do Andaraí, duas ideias seguem em pesquisa e, segundo o presidente André Vaz, a definição do tema para 2027 deve acontecer até o fim de abril. O calendário mais apertado do próximo ano — com Copa do Mundo, eleições e um Carnaval mais cedo — fez a vermelho e branco antecipar os movimentos, como quem sabe que, no Grupo Especial, planejamento também é quesito.

A pressa, no entanto, não soa como ansiedade. Soa como ambição. Depois de um 2026 em que o Salgueiro voltou ao Sábado das Campeãs com um quarto lugar de peso, embalado pela emocionante homenagem a Rosa Magalhães, a escola trata o próximo ciclo como continuidade de uma obra que ainda quer crescer. O próprio André Vaz resumiu o sentimento ao reconhecer que o desfile teve dimensão de campeão, mas deixou escapar três décimos na leitura dos jurados — detalhe pequeno no papel, gigantesco na obsessão de uma escola que sempre desfila pensando no topo.

Há algo muito salgueirense nessa forma de olhar para o resultado: celebrar a grandeza do que foi feito sem perder a fome pelo que ainda falta conquistar. O enredo de 2027, portanto, nasce cercado por essa atmosfera de resposta, de refinamento, de desejo por precisão. Não será apenas o anúncio de um tema. Será o primeiro passo de uma escola que quer transformar décimos em glória.

E o novo ciclo já começa com símbolo de renovação. A chegada de Laryssa Victoria para o primeiro casal, ao lado de Sidclei Santos, acende uma nova camada de expectativa sobre a temporada. Depois de uma década de notas máximas e performances históricas do casal anterior, o Salgueiro se reorganiza sem perder o brilho, apostando em continuidade com novo fôlego. É o tipo de movimento que mostra que 2027 já está sendo desenhado em múltiplas frentes: no enredo, na estética e na dança do pavilhão.

No fim, o que André Vaz sinaliza não é apenas uma data para anúncio. É uma escola inteira se recusando a esperar maio para começar a sonhar. No Salgueiro, abril já tem cheiro de barracão, de pesquisa, de vermelho vivo e de promessa.