Mocidade Alegre navega pela Nau Catrineta rumo ao bicampeonato
A Mocidade Alegre segue sua trajetória de glória com um enredo que mistura misticismo, fé e o imaginário popular nordestino. Para 2027, a escola levará ao Sambódromo do Anhembi a história da Nau Catrineta, aquela embarcação que ficou à deriva no oceano durante sete anos, enfrentando tempestades, fome e tentações do além antes de ser salva pela proteção divina.
O enredo assinado pelo carnavalesco Caio Araújo e pelo enredista Leonardo Antan se inspira numa lenda conhecida pela tradição oral que ganhou notoriedade através dos estudos do historiador Luís da Câmara Cascudo e dos escritores Mário de Andrade e Ariano Suassuna. A narrativa funciona como metáfora sobre a fragilidade humana diante das incertezas, representando a busca por um porto seguro no imaginário popular.
Para a escola, esse confronto entre bondade e tentações documentado na história dialoga perfeitamente com sua identidade forte. “A Mocidade Alegre é uma escola com uma forte identidade, então é sempre uma grande missão escolher um enredo à sua altura. Encontramos nessa história da Nau Catrineta uma série de elementos que são caros à agremiação, como o aspecto místico e lúdico, além de um emocional religioso”, explicam Caio Araújo e Leonardo Antan.
A memória dessa navegação fantástica continua viva no nordeste através dos grupos de fandango, marujada e chegança presentes em cidades como Cabedelo e Canguaretama. A Mocidade quer mostrar um sertão alegre e atual, sem estereótipos, que se reinventa através da festa.
Campeã do último carnaval paulistano com 269,8 pontos, a escola chega a 2027 sonhando com o bicampeonato e se aproximando de gigantes como o Vai-Vai como maior campeão da história. A Mocidade desfilará no sábado de carnaval, 6 de fevereiro, como terceira escola do Grupo Especial. O bicampeonato está próximo, a maré está favorável.

